
O processo de gestão de laudos radiológicos é complexo e vai muito além de uma simples digitalização de um resultado de exame.
Para diretores e gestores hospitalares, a eficiência operacional não é apenas uma meta de faturamento, mas também uma boa reputação da instituição. Para isso, gerenciar o fluxo dos laudos e garantir a conformidade é essencial.
Para ilustrar, vamos entender em detalhes como funciona uma boa gestão de laudos radiológicos na prática e como identificar os principais pontos de melhoria na sua operação.
O processo de gestão de laudos radiológicos se inicia na captura e padronização das imagens, seguido do armazenamento e da distribuição dos laudos.
De modo geral, há quatro etapas que compõem a jornada de um exame radiológico em uma instituição de saúde; são elas:
O exame é realizado de acordo com a especificidade, seja ela uma Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética ou Raio-X.
A gestão precisa garantir que as imagens capturadas estejam no padrão DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine), sendo o padrão universal estabelecido pelo comitê da National Electrical Manufacturers Association (NEMA).
Essa padronização é obrigatória para que as imagens transitem por diferentes sistemas sem perder a resolução ou os dados dos pacientes.
Assim que o exame é finalizado, ele deve ser direcionado para o local correto de forma automatizada, sendo preciso seguir os principais pilares tecnológicos de informação e arquivo:
? RIS (Radiology Information System): gerencia o fluxo de trabalho do paciente, desde o agendamento até o histórico clínico;
? PACS (Picture Archiving and Communication System): organiza e disponibiliza as imagens para que o radiologista possa acessá-las de qualquer estação autorizada.
Uma gestão de laudos eficiente distribui a demanda de acordo com o grau de emergência de um exame, por exemplo, protocolos de AVC e traumas passariam na frente dos exames comuns, além de dividir por subespecialidade médica, priorizando a especialização do radiologista.
Então, o médico analisa as imagens utilizando ferramentas de reconstrução para ditar ou digitar o laudo técnico do exame.
Na Assemed Laudos possuímos uma ferramenta complementar que auxilia na distribuição dos laudos, dessa forma, notamos a diminuição do SLA enquanto direcionamos os protocolos para médicos especializados.
O laudo final precisa ser assinado digitalmente utilizando certificados padrão ICP-Brasil para garantir validade jurídica.
Após a assinatura, o sistema distribui o resultado do laudo automaticamente para o prontuário eletrônico do paciente (PEP) e para o médico solicitante.
A gestão hospitalar possui diferentes desafios e, se tratando de gestão de laudos, saber manter o fluxo operando 24 horas, todos os dias da semana, gera pressão constante e pontos de fricção que vão de sobrecarga a escassez de especialistas.
De modo geral, os desafios mais comuns em uma gestão de laudos radiológicos são os seguintes:
? Ociosidade e Sobrecarga: enquanto dias de pico podem gerar laudos atrasados, os dias de calmaria geram custos com plantonistas ociosos;
? Escassez de Especialistas: encontrar subespecialistas para plantões podem ser um desafio logístico e financeiro, como aponta o levantamento do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR);
? Tempo de Resposta (Turnaround Time - TAT) Elevado: o atraso na entrega de laudos sufoca o Pronto-Socorro, aumentando o tempo de internação e os custos hospitalares, podendo até causar complicações clínicas, fazendo os pacientes procurarem outros hospitais e clínicas.
De modo geral, a maioria dos problemas com a gestão de laudos por imagem são solucionados pela adesão do hospital pela telerradiologia, que promove um diagnóstico por imagem mais prático e rápido.
A telerradiologia é uma aliada que vem crescendo nos últimos anos, sendo uma extensão modular e estratégica para a gestão de laudos radiológicos.
Ao integrar os sistemas PACS/RIS do hospital com uma empresa de telelaudos especializada, a gestão ganha três vantagens baseadas em eficiência comprovada por dados de mercado:
Estudos publicados pela National Library of Medicine demonstram que as instituições de saúde que implementaram a telerradiologia, com corpo clínico local e laudo online para demandas específicas e/ou complementares, reduzem 71% o tempo de espera pelos laudos.
Isso ocorre devido ao fluxo contínuo de trabalho em regime de plantão ininterrupto, com equipes dedicadas 24 horas.
Manter um plantão radiológico presencial ocioso gera um custo fixo que pode pressionar a margem de lucro da instituição de saúde.
A verdade é que a redução de custos após a implementação dos telelaudos variam conforme o modelo aplicado. Em relatórios publicados pela Telemed J E Health, a média de custos fixos com especialistas cortados após a implementação da telerradiologia foi de 30%.
Exames de alta complexidade ou que demandam laudos de especialistas titulados, como os neurorradiologistas e radiologistas pediátricos, podem encontrar barreiras geográficas que limitam o acesso de centros clínicos e hospitalares a estes profissionais, que ficam ainda mais evidentes em regiões de acesso limitado à saúde.
A telerradiologia resolve essa barreira ao conectar o exame ao especialista ideal no momento que ele é gerado, independentemente de onde este profissional esteja.
A gestão de laudos radiológicos precisa levar em consideração a segurança dos dados e as conformidades técnicas dos exames, exigidos pelos órgãos reguladores do país.
Para isso, uma boa gestão exige criptografia de ponta a ponta, impedindo o vazamento de dados sensíveis de pacientes, servidores em nuvem com alta disponibilidade e controle rígido de acessos.
Esse processo é estritamente regulamentado em âmbito nacional, seguindo rigorosamente as conformidades:
? A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD - Lei nº 13.709/2018), que classifica dados de saúde como dados sensíveis e exige consentimento e rastreabilidade absoluta de acessos;
? As resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM), em especial a Resolução CFM nº 2.314/2022, que regulamenta a telemedicina no Brasil, estabelecendo os critérios éticos, de infraestrutura e de responsabilidade técnica para a emissão de laudos a distância.
Uma gestão de laudos radiológicos só é eficiente quando está dentro das conformidades técnicas estabelecidas pelo CFM e se encontra de acordo com a legislação vigente de proteção de dados.
E, no cenário atual, o mesmo vale para o uso da IA na telemedicina, seguindo os novos parâmetros legais para a modalidade.
A melhor forma para implementar a gestão de laudos na sua instituição começa por avaliar como é feita essa gestão hoje, avaliando as possíveis perdas financeiras, riscos e processos que podem ser otimizados.
Migrar para um sistema eficiente que integre a telerradiologia exige planejamento técnico e uma boa avaliação da estrutura de TI atual, assim como a compatibilidade de sistemas tecnológicos (PACS/RIS) e de aparelhos (DICOM).
Como especialistas na área, ajudamos grandes hospitais e clínicas a redesenharem suas operações de diagnóstico por imagem, garantindo transições seguras, homologadas pelas normas do CFM e focadas em performance.
Para isso, realizar uma avaliação gratuita é um passo importante para entender a realidade da sua organização hoje e os possíveis gargalos que podem limitar a sua gestão.
Se você deseja saber mais sobre como você pode melhorar a sua gestão de laudos radiológicos hoje, agende uma avaliação com um dos especialistas da Assemed Laudos.